Atinge cerca de 8% da população geral, mas a frequência pode ultrapassar os 50% em pessoas idosas, com diabetes e alcoólicos.

Neuropatia: sintomas, tratamentos e grupos de risco

A neuropatia corresponde a um quadro de lesões nos nervos motores, sensoriais e/ou autónomos que afetam diferentes fibras nervosas.

A neuropatia periférica, a mais comum, ocorre quando há lesão no sistema nervoso periférico, como nos nervos dos braços e das pernas.

 

 

A perda de sensibilidade é um dos sintomas da Neuropatia

Quais são os seus sintomas?

A neuropatia periférica é uma doença crónica, frequentemente subdiagnosticada. 

Os sintomas da neuropatia periférica podem facilmente ser mal interpretados ou ignorados. 

A neuropatia periférica caracteriza-se pelos sintomas somáticos como a dormência, sensação de queimadura, sensibilidade táctil extrema ou perda de sensibilidade, fraqueza muscular e desconforto localizado ou generalizado.

 

Quais são os grupos de risco?

A Neuropatia é uma doença cuja prevalência aponta para cerca de 8% da população em geral, mas a frequência pode ultrapassar os 50% em pessoas idosas, com diabetes e alcoólicos.

São grupos de riscos pessoas que, entre outros fatores, apresentem deficiência de vitaminas do complexo B:

- Vegetarianos/Vegans: a sua alimentação inclui escassas fontes de vitaminas do complexo B, o que pode provocar lesões nos nervos motores.

- Alcoólicos crónicos: o risco está associado a uma combinação de fatores que incluem a malnutrição e alterações na absorção dos nutrientes.

- Diabéticos: indivíduos com diabetes apresentam baixos valores séricos de vitaminas do complexo B. Adicionalmente o tratamento prolongado com alguns medicamentos está associado a níveis baixos de vitamina B12.

- Pós-cirurgia bariátrica: a absorção de vitaminas B pode estar comprometida em doentes submetidos a cirurgia bariátrica.

- Idosos: Pessoas com mais de 80 anos de idade apresentam maior prevalência de deficiência de vitaminas B, pelo que a incidência de neuropatia periférica neste grupo é de cerca de 35%.

 

É possível evitá-la?

Quando diagnosticada precocemente, a neuropatia pode ser revertida ou, pelo menos, controlada. 

Ainda assim, na maior parte dos casos a neuropatia é diagnosticada apenas num estado avançado e quando é difícil de tratar. 

Contudo os danos nos nervos tornam-se irreversíveis quando a perda de fibras nervosas ultrapassa os 50%.

 

Como é feito o diagnóstico?

Numa fase inicial grande parte dos doentes ignoram os sintomas porque não lhes atribuem significado. 

Na maior parte dos casos a neuropatia é diagnosticada apenas num estado avançado e quando é difícil de tratar.

O diagnóstico das formas mais frequentes de neuropatia diabética baseia-se na caracterização do quadro clínico, com os sinais e sintomas mais típicos e na realização de testes neurológicos clínicos e eletrofisiológicos.

Os testes neurológicos básicos envolvem a avaliação de sensibilidade, pesquisa de reflexos tendinosos e autonómicos como a medição da pressão arterial e da frequência cardíaca.

 

Existe tratamento?

O tratamento depende em primeiro lugar da causa e da sua adequada correção. Como tratamento sintomático da dor existem diversos fármacos e recomendações terapêuticas.

Como terapêutica adjuvante, recomenda-se o recurso a medicamentos com vitaminas do complexo B, vitamina B1, B6 e B12, por estas estarem frequentemente deficitárias. 

Estas vitaminas podem contribuir para melhorar a componente regenerativa dos neurónios afetados e contribuir para o alívio dos sintomas e redução dos sinais clínicos e melhoria da qualidade de vida e o prognóstico destes doentes.

 

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