Principais lesões do Padel, por Tomás Mendes

O Padel é um desporto de raquetes, que ao contrário de outros que permitem a variante singulares, é sempre jogado em dupla.

A sua forte componente social, bem como o facto de ter uma curva de aprendizagem muito rápida, são os principais alicerces para a rápida expansão que se tem verificado nos últimos anos – sendo praticado por indivíduos de ambos os sexos e de qualquer idade.

Muito mais do que uma simples moda passageira, o Padel é hoje uma modalidade reconhecida, com Federação própria e cujo número de praticantes e de clubes não para de aumentar a um ritmo considerável.

A prática do Padel requer, do ponto de vista físico, uma movimentação muito dinâmica, caraterizada por pequenas acelerações que resultam da imprevisibilidade do jogo enquanto que, do ponto de vista técnico, exige uma constante repetição de movimentos.

Estas características, aliadas ao facto de se tratar de um desporto altamente viciante, que leva os praticantes a jogar várias vezes por semana, resulta numa maior propensão para lesões.

As principais lesões no Padel verificam-se ao nível das estruturas tendinosas, seguindo-se as estruturas musculares e, por fim, as estruturas articulares, revelando-se mais afetado o membro superior, por defeito, do lado dominante. 

Tendinites ao nível de ombro e cotovelo (epicondilite), lesões musculares como roturas e estiramentos, lesões ligamentares ao nível do joelho e lombalgias são as principais lesões verificadas entre os praticantes de Padel.

Factores como a idade, técnica e condição física são elementos que deverão ser considerados para a prevenção destas lesões, por forma a conseguirmos garantir uma prática saudável deste desporto.

Artigo elaborado por Tomás Mendes, Fisioterapeuta da PhisioPro e Top 20 do Ranking da Federação Portuguesa de Padel.

 

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