Alimentação Primária

Fundado em 1992 por Joshua Rosenthal em Nova York, o Instituto de Nutrição Integrativa (Institute for Integrative Nutrition - IIN) é hoje a maior escola de nutrição do mundo.

 

A premissa base defendida pelo IIN, assenta numa abordagem disruptiva sobre o que é alimento: segundo esta organização, a comida não é a nossa fonte primária de nutrição, mas sim uma fonte secundária.

Segundo esta perspectiva, os alimentos que ingerimos são secundários quando comparados com outras coisas que “nos alimentam”.

Segundo o IIN, os nossos relacionamentos (amorosos, sociais e profissionais), a nossa espiritualidade e até as nossas rotinas de exercícios é que são os nossos alimentos primários, sendo tudo o que considerámos até hoje como nutrição, “apenas” uma fonte secundária de energia.

E caso o seu cepticismo já esteja em ação, relembre a sua infância e aquelas horas intermináveis de brincadeira e diversão, onde não sentia fome, que apenas eram interrompidas quando a sua mãe anunciava que o jantar estava pronto.

Pense também naquele projeto profissional de tal maneira emocionante e estimulante, que faz com que acabe por se esquecer de comer…

De facto, são muitas as ocasiões em que somos alimentados não por comida, mas sim pela energia das nossas vidas.

Esses momentos e sentimentos demonstram que tudo é comida. Levamos milhares de experiências na vida que podem preencher-nos fisicamente, mentalmente, emocionalmente e espiritualmente.

De acordo com o Instituto de Nutrição Integrativa, “temos fome de brincar, de tocar, de romance, de intimidade, de amor, bem como de sucesso, de arte, de música, de auto-expressão, de emoção, aventura e espiritualidade”.

Todos estes elementos são formas essenciais de nutrição e a forma como somos capazes (ou não) de incorporá-las na nossa rotina diária, acaba por determinar a forma como desfrutamos das nossas vidas.