Alergia ao sol?

O aparecimento recorrente de manchas na pele, pequenas borbulhas no peito ou nas mãos e prurido difícil de suportar após algum tempo de exposição ao sol, tem uma explicação clínica: EPS (erupção polimorfa ao sol).

 

Convencionalmente designada por alergia ao sol, é nas costas das mãos, no pescoço e no peito, nos ombros e braços, assim como nas pernas e nos pés, que esta doença se manifesta mais frequentemente – por norma, a face é uma zona do corpo que não é afectada.

Segundo o dermatologista Tiago Mestre “a EPS é normalmente provocada por radiação UVA, sendo raramente provocada por UVB e radiação de comprimento de onda visível”.

O clínico refere ainda que “a incidência de EPS é maior em mulheres jovens entre os 20 e os 40 anos e em países e latitude elevada, assim como em pessoas de pele clara, não sendo de excluir uma tendência genética”.

Enquanto os casos mais moderados são facilmente tratados com o recurso a dermocorticoides e anti-histamínicos, as situações mais graves já implicam acções de prevenção ou mesmo a utilização de anti-inflamatórios ou imunossupressores orais.

Mas seja qual for a gravidade do caso, é sempre recomendada a consulta de um médico, até para se poder despistar outros problemas mais sérios, como dermatoses raras que possam ser agravadas ou induzidas pelo sol.

Mas tratando-se de uma verdadeira erupção polimorfa ao sol, não há razão para alarme, até porque “a recuperação em geral ocorre em poucos dias”, garante o dermatologista.

Evitar a exposição solar durante as horas de maior risco, vestir roupa opaca e escura e protectores solares com SPF 50+  e utilizar suplementos nutricionais (anti-oxidantes e de vitamina D) são cuidados que, segundo o Dr. Tiago Mestre, têm de entrar nas rotinas de quem sofre desta alergia.